sábado, 20 de agosto de 2016

Fátima fala sobre sua carreira política em evento da Fetam e da Confetam


“Fiz campanha em garupa de moto e pegando carona”, disse a senadora Fátima Bezerra a candidatos de todo o RN, ao ministrar palestra "A importância da construção de um projeto político voltado à classe trabalhadora", nesta sexta-feira (19). Ela se referia a sua primeira campanha, em 1994, quando foi eleita deputada estadual.

O convite foi da Federação dos Trabalhadores na Administração Pública Municipal do Estado do Rio Grande do Norte (Fetam/RN). Na ocasião, foi lançada a Plataforma Política da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam/CUT) e a carta-compromisso da Fetam/RN às eleições municipais de 2016. As cartas foram assinadas pelos candidatos(as) a prefeito(a), vice e vereador(a) ligados aos movimentos sindicais e sociais.

Campanhas sem recursos financeiros são comuns para candidaturas que nascem das bases sociais. E foi sobre isso que a senadora Fátima falou, encorajando os participantes do evento, no auditório da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Feta/RN).

Ao longo de mais de 20 anos de carreira política, outras dificuldades surgiram, até que chegou o desafio da campanha vitoriosa para o Senado, em 2012. "Está aqui a professora, primeira senadora de origem popular do RN".

Ela disse ainda que, reconhecendo a importância do partido, o que a levou ao Parlamento foram os movimentos sindicais e sociais. Também apresentou histórico desses movimentos no país. “A luta dos trabalhadores no Brasil é anterior à organização dos partidos de esquerda”. E ainda falou sobre a presença no Congresso de políticos que nasceram das classes trabalhadoras.

“Por mais comprometido, atuante e dedicado que seja um deputado, vereador ou senador seu mandato será limitado se não tiver eco junto à sociedade e suas iniciativas correspondam a isso”, disse, ressaltando também que um mandato popular não substitui a força dos movimentos sociais.

Fátima também lembrou a conjuntura nacional falando sobre o golpe em curso na Presidência do país. A presidenta da Confetam/CUT, Vilani Oliveira, alertou a todos que é preciso falar sobre o tema em cada município.

“Alguns sindicalistas dizem que não precisam discutir o Fora Temer, que isso é coisa de partido. A gente precisa sim tomar partido e inclusive ter candidato”, disse Vilani.

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