sexta-feira, 8 de abril de 2016

Mulheres defendem a democracia com Dilma
A senadora Fátima Bezerra (PT-RN) participou, nesta quinta-feira (07), do Encontro com Mulheres em Defesa da Democracia, quando centenas de mulheres foram ao Palácio do Planalto manifestar sua solidariedade à presidenta Dilma Rousseff e em prol da democracia no país. Na ocasião, as senadoras entregaram um manifesto em apoio ao governo e à legalidade democrática.
“Foi um momento emocionante de resistência democrática contra o golpe. Hoje, as mulheres com sua força interior, energia, disseram, com suas almas, seus corações e esperança, que estão com a presidenta Dilma, para o que der e vier. Temos confianças de que a democracia será respeitada e a presidenta governará conforme o calendário eleitoral”, disse Fátima.
Durante o encontro, a presidenta voltou a repudiar o preconceito, a intolerância e a propagação do ódio no país. Dilma se disse indignada com matéria divulgada no último final de semana pela revista IstoÉ, que utilizava uma foto em que comemorava um gol do Brasil durante a Copa, para referir-se a um possível descontrole da presidenta com os rumos atuais do país. “A luta pela legalidade também é uma luta contra a misoginia, o machismo e a violência de gênero. Essa revista vem sistematicamente incitando o ódio, produziu uma ficção para me ofender como mulher e presidenta. É um texto baixo e reproduz um tipo perverso de misoginia”, proferiu.
Dilma declarou que a matéria reproduz um profundo desconhecimento da capacidade das mulheres de resistir à pressão, a dores e de enfrentar desafios. “ Tenho orgulho de ser mulher! Estou enfrentando, desde a minha reeleição, a sabotagem de forças reacionárias, e mantenho o controle, o eixo e a esperança. Não perco o controle, o eixo, a esperança, porque eu sou mulher. É por isso! Me acostumei a lutar por mim e pelos que amo”, disse a presidenta, lembrando ainda que não perdeu o controle nem mesmo quando foi torturada durante a ditadura militar.
Dilma criticou a seletividade dos que acham que a lei deve servir a uns e a outros não. “Uma lei não pode ser boa porque me beneficia e se tornar ruim porque beneficia o outro. Leis são a garantia de que podemos conviver em sociedade. E a Lei Maior estabelece que um presidente da República, eleito pelo voto popular, sem cometer nenhum crime de responsabilidade, governará desde a posse até o último dia do mandato. Submeter-me ao impeachment, exigir minha renúncia ou tentar encurtar de qualquer forma o mandato que me foi conferido é golpe”, afirmou.
A presidenta pediu a contribuição de todos e todas em seu trabalho para superar a crise e entregar ao seu sucessor um Brasil muito melhor no dia 1º de janeiro de 2019. “Vocês, com a energia, com as declarações, com essa força, me trazem muita confiança. Tenho consciência de que este encontro não é em apoio a mim, mas àquilo que represento, apoio, acima de tudo, ao Estado Democrático de Direito”, agradeceu

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