terça-feira, 8 de março de 2016

Poema de carne e osso.

Zé do Magnos; lá no habitat Mariano-Francês a essência feminina sempre 

ocupou pedaços meus desde pequeno, pois tanto a Srª Dona-Mãe quanto o Velho 

Bóbaro me ensinaram que nenhum destino biológico, psiquíco ou econômico 

definiria a forma que fêmea humana assume no seio do mundo, pois ser Mulher 

além de um efeito deslumbrante da natureza é tornar-se reflexão de vida em dom 

expresso da imagem e semelhança de Deus. 

Seja pelas minhas irmãs maternas (Stela e Marlene), fraternas (Alires e 

Anaide) ou pelas consaguineas paternas (Luzinete e Luzineide/Francisca, Elza e 

Jacolina) aprendi que de fato a palavra é pequena mais tem vários significados. 

Meu nobre agregado uniparental, quem de nós dois se disponhe a negar esta 

coisa nascitura nem que seja por um triz ao também sê-la – e eu e você ainda hoje 

as somos –, sob o signo familiar direto ou indireto das tias, primas e sobrinhas, 

filhas e netas que entre sorrisos e tramas nos fazem beber o fel da dúvida, 

embriagando-nos com seivas e néctas a mostrar que seremos para sempre garotos 

perto delas. 

Prezado irmão postiço; em quase um século de convívio (somando nossa 

idade) a gente sabe muito bem que não somos porra nenhuma sem elas, como 

amigas ou amadas, pois é através da alma-fortaleza de suas lutas que exibem 

nossas fragilildades machistas impostas pela cultura patriarcal. E naquele espaço-

ambiente que denomino de lar, posto que, quem tem casa é maribondo, fui 

educado entre calcinhas e soutiens para saber que espartilhos, bodys e lingerie não 

são peças íntimas que apenas vestem um pedaço de carne. 

Cada qual ao seu jeito e modo, isto serve de lição e aprendizagem – ontem, 

hoje, amanhã, depois e sempre – a minha pessoa, a ti e outros, a saber que 

ninguém nasce mulher, torna-se mulher, e em nome delas rendo este singelo 

tributo pela data-homenagem. 

Obrigado por impregnar-me dessa essência!!!

Eudes Mariano de França.

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