quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Ponto de Vista

Retalhos históricos e sentimentais.
Zé do Magnos; há tempos meu olhar vagabundo, de cachorro vadio olhou uma pintada que estava no cio num determinado espaço público (Palco do cotidiano), e mesmo assim, eu, sem ser delinqüente, dormi nos seus assentos vendo flores e jardins sem nenhum guarda para me importunar.
Bom, meu Véi; o tempo passou e eu voltei para o recinto com a intenção de deitado em quaisquer cômodos daquele lugar enxergar o céu de baixo para cima e saciar orgulhosamente a nostalgia de ser filho da Terra da Pedra do Sapo.
Companheiro: continuo um cara carente do ambiente da fala do dia-a-dia, pois o elemento fundamental da arquitetura civilizatória – o espaço da voz e escuta popular não existe mais no solo Joaquinesco – é apenas só e somente só, um monte de metralha e entulhos.
Meu caro irmão postiço; sabemos que quando este local é degradado, o próprio exercício da democracia é aviltado, e então: a sociedade perde razão e arte de fruir a cidade. Ora; todos sabem que sou Angicano por naturalidade, Fernandopedrozense por derivação gentílica, mas, no meu pedacinho de chão, sempre serei SAN-ROMANO.
Embora seja uma memória vã, saiba que não fui treinado para ”ser” todo ouvidos, pois: aquele lugar lógico e plebeu foi o antro onde a tua e d’outras liberdades criaram asas. Enfim... gostaria de ter o nosso banco de volta, já que a PRAÇA é nossa.

Eudes Mariano de França

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