sábado, 4 de julho de 2015

Ponto de Vista



Punir ou recuperar?
            Zé do Magnos; sou do tempo em que selar um pacto, ½ palavra bastava para validar o gesto de meu prometer com quem ou o quê, pois lá no habitat Mariano-Francês aprendi com as máximas Alaideanas e os apotegmas do Velho Bóbaro que era o que se tinha de mais precioso, e, sendo assim tinha que ser cumprida com responsabilidade, já que a mesma possuía valor de caráter. Isso não significa, porém, que jamais deixei de cumprir a mesma, todavia, ao voltar atrás tive que corrigir o erro cometido e ter a dignidade de justificar a atitude.
            Estimado Camarada; lógico que algumas vezes me arrependi dos “Sim” que deveriam ser “Não”, contudo, o empenho dado sempre foi honrado, mesmo nos momentos que retroagia meu juízo, entretanto, admitindo que a falha humana não me penitenciasse da misericórdia alheia, imagina dos que eu havia me comprometido.
            Nobre Congressista Municipal; faço uso deste introito para ver se obtenho explicação dos 283 votantes na Terra da Pedra do Sapo ao Deputado Federativo (ex-PP/PROS), a respeito de sua mudança de posição em menos de 24h sobre a redução da maioridade penal, pois sou convicto de que o próprio não é biruta de aeroporto, nem tão pouco o Presidente do Congresso tenha se valido de argumentos ortodoxos para providenciar alterações de voto, já que pressionar com truculência não faz o estilo dele.
            Companheiro de Ex-copos; sei que em política só os tolos não mudam, mas longe de eu levantar dúvida sobre o comportamento do parlamentarista frente ao artifício regimental utilizado para reverter o resultado (benesses/favores), posto ser o que importa menos se do novo texto foi excluído o tráfico de drogas e o roubo com violência. Afinal, o que se desejava mesmo era punir atentados contra a vida por parte de menores entre 16 e 18 anos. E como perguntar não é ofender: será que houve pressão desses Fernandopedrozenses sobre o parlamentar para rever sua decisão, ou, o “Jeitinho” dos fatores esotéricos predominaram acima da lógica, já que Eduardo Cunha não ganhou no berro?
            Ademais, querido irmão postiço; como Potiguar que sou desejo saber... em meio a explosões emocionais a respeito das condenações que mereceriam jovens entre 16 e 18 anos autores de crimes hediondos, emerge questão mais profunda: a finalidade da pena é reparar o passado ou preservar o futuro? E aí... conforme o slogan de campanha do Tal: É pra fazer qual diferença???
Eudes Mariano de França.

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