quarta-feira, 1 de julho de 2015

Ponto de Vista



A Gréia e a Grelha.
            Zé do Magnos, abraços fraternais e saudações Sanromanas; inicio este textículo a matutar sobre uma máxima que há muito existe – bem antes de eu estar no ventre Alaideano – “que de médico e louco todo mundo tem um pouco”, e partindo dessa sentença como cientista social Autodidata e Sociólogo institucionalizado vou me atrever a interpretar esta conjuntura, mesmo ciente de que um homem de bem é cadáver mal informado, isto é: não sabe que morreu.
            Prezado Camarada; o evento que agora ocorre, eu, tu e eles (Nós) sabemos que possui vários sobrenomes desde 22 de abril de 1500, e se fosse um ser humano, os sucessores já estariam na 9ª ou 10ªgeração. Ora, pois-pois; os apelidos são tantos... ética, fiscal... contudo o epíteto atual de econômica é cíclico, mas a alcunha de política é permanente.
            Êita meu Véi; irei tentar ser sútil como historiador de mesa de bar, ou seja, vou deixar de lado a estratégia do colonizar com exploração (Capitanias Hereditárias), o povoamento na fuga da família real de Napoleão (Governo Geral), a conveniente independência realizada pelos Orleans e Bragança (filho de rei de Portugal), a regência até um de menor – 15 anos – administrar Pindorama, o período republicano, 1ª e 2ª guerras mundiais, o suicídio?! de Vargas, a renúncia de Jango, os Ais (inclusive o 5), a maxidesvalorização do cruzeiro, a crise do petróleo, a morte de Tancredo, a posse de Sarney, a deterioração do cruzado, e o impeachment de Collor, a gestão do imprevisível Itamar no concubinato dos anões com o “Orçamento Branca de Neve”, o presidencialismo do improvável – FHC, e os mensageiros da boa nova – Lula e Dilma.
            Caríssimo pareia de sentimentos; posso ser cruel na análise, mas a verdade é que sempre estivemos em CRISE, e essa não será a primeira e nem a última, posto que vegetamos numa esquizofrenia onde os cidadãos receiam o futuro, e os políticos têm medo passado, já que sabem que tudo tem seu preço ou cotação.
            Estimado ex-amigo de copos; o que se nota agora, neste exato momento, é que a chama do dragão inflacionário queima mais uma vez nossos anseios, a mostrar que merecemos estar nesta insignificante cidadania, tendo que escolher viver entre o fogo e a frigideira por enforcamento político ou afogamento econômico até aprendermos a votar ou em suplício ressuscitarmos a Sunab para sermos fiscais idiotas.
Eudes Mariano de França.

Um comentário:

Eduardo Amaral - Lajes/RN disse...

Nobre Jornalista; bom dia!
Sr. Magnos Paulo; não conheço o Eudes, mas há de se reconhecer: pondo a modéstia de lado, a capacidade intelectual dele como Editor da coluna Ponto de Vista é espantosa. Em apenas pequeno parágrafo (3º) ele sintetizou um curso sobre história político-econômica desta porra de nação.
É com artigos deste porte que o blog se qualifica como fonte formadora de opinião crítico-construtiva, especialmente quando o assunto está em voga, pois as provocações do “Jacozinho de Dona Alaide” instigam à reflexões e atitudes: salva-se o projeto de cidadania ou se salva a pele ao se elaborar PACOTES para POCOTÓS.
Obrigado pela cessão do espaço alternativo ao seu colaborador esporádico e esporrádico.