segunda-feira, 27 de julho de 2015

Adeus Deda

Zé do Magnos; em nossa São Romão existe personagens únicos, que estão além de somente residirem em subúrbios ou periferias, e no caso da comunidade do outro lado do Rio Pataxó, se houvesse lá uma secção regional administrativa da cidade, o cargo de sub-Prefeito sentimental seria exercido pela pessoa de Deda: um exemplo de morador que não se considerava bairrista por endereço, e sim, cidadão em prática da utopia de Fernandopredossidade. Lá, não era apenas seu domicílio, tratava-se de sua povoação afetiva, lugarejo com identidade cultural onde o ufanismo de fazer parte da localidade por sí só, bastava pra ser filho, pai e avô, enfim… ser história viva. Condolências aos seus familiares e suas amizades neste momento de banzo, pois morre o homem, todavia, fica a fama. – O Jacozinho de Dona Alaide
(Eudes Mariano)

Um comentário:

Gervásio Câmara - Olinda/PE disse...

Sr. Jornalista, bom dia! Venho através deste comentário, partilhar contigo uma das sentenças belíssimas desse Cabra da Peste. Certa vez numa cervejada no Mercado da Encruzilhada (Boteco do Bragantino) em sua companhia à molhar palavras, o questionei sobre qual seria o principal cartão postal de sua querida cidadela. E ele sem titubear disse-me que era sua gente: um patrimônio incomensurável. A partir daquele dia compreendi definitivamente o que denota pro mesmo, a emoção de pertencer ao seu povo, ser residente sentimental de uma terra onde as pessoas não morrem... se arrebatam. Meu nobre, passei a entender o que significa amor as suas origens. Um reino encantado chamado de São Romão que para o Jacozinho de Dona Alaide é tudo. De fato não consta em mapas, mas sempre existirá em sua mente e coração, tal qual os seres mágicos que aí habitam – sua maior riqueza.