sexta-feira, 26 de junho de 2015

Ponto de Vista



Minha porção de liberdade.
            Zé do Magnos; certos alguéns quando estou nesta Seara divina me indagam do porque não gostar da alcunha de Fernandopedrozense enquanto derivação gentílica, e as estas pessoas relato que minha identidade cultural vai além deste adjetivo pátrio, pois sou sabedor que fui parido em solo Joaquinesco enquanto povoado há 46 anos, e o tabelionato de Dona Margarida naturalizou-me Angicano por certidão mesmo tendo nascido para alhures na Terra da Pedra do Sapo.
Bom, meu companheiro; digo isto sempre bendizendo o meu lugar no mundo – aquele que reconheço como mátria de cheiros, cores e sabores – tesouro sentimental que me faz nas brevidades sentir seu aroma e gosto, onde enfatizo ser ela mais que espaço físico, do que símbolo enquanto plano social, isto é, tratar-se de meu pedacinho de chão (cidadela idílica) que faz o tempo derramar saudades e molhar meu peito com água dos olhos, enfim: é lugarejo poema... um conjunto de emoções, modo de ser e posturas.
Amigo de fé, foco e força; mesmo tendo saído pelo mundo à procura de outros afetos e rumores novos, as fragrâncias únicas de nossa gente e moradias – quem tem casa é maribondo – local de início da caminhada, nunca me farão esquecer seu aconchego como ternurento lar, pois foi nele a vivência da meninice e mocidade, e assim será na idade atual a esperar o tempo de envelhecer sem ficar obsoleto, outrora estando momentaneamente ausente em sentidos tácteis, jamais distante no tutano.
Querido irmão postiço; nesta data emancipatória desejo aos que fazem a cidade, sendo nela originadas ou por ela adotada, que a mesma fique rejuvenescida em desenvolvimento social/econômico e vivaça no progresso igualitário da cidadania a todos, ou seja: CRESÇA, sem que os que estão em cima só subam e os de baixo, apenas desçam.
Ademais meu Véi; já profetizava o Velho Bóbaro: “São Romão é mais do que um caso, romance, aventura, pegação: é uma história de amor que inebria... é tatuagem no coração, seja como provinciano vilarejo no passado, ou futura metrópole cosmopolita”.
Eudes Mariano de França.

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