sexta-feira, 29 de maio de 2015

Ponto de Vista



O jogo da especulação.
Zé do Magnos; vivemos uma situação típica de contrapolítica, de esvaziamento, em razão da perversão dela rumo aos resultados imediatos e aos interesses privados. Assim como a medicina moderna criou doenças, a política atual é responsável duma capa de alienação arrogante. Ora; o ponto nevrálgico da representatividade é fazer com que os eleitores cobrem dos eleitos as incubências que a cidadania lhes atribui, e que eles assumiram publicamemente no furor das campanhas quando em palanques.
Camarada; não é preciso mergulhar em estudos acadêmicos profundos, nem passar 11 meses sem dormir, como o personagem de Gabriel Garcia Márquez em Crônica de Uma Morte Anunciada, para se entender que vivemos uma época caracterizada por duas vertentes geopolíticas centrais: o caos em abundância e grandes transformações sem rumo por causa do vaivém perigoso do limite da irresponsabilidade.
Amigo de fé, foco e força; o Velho Bóbaro de vez em quando ensinava-me: - Ô cabeça de talo... política é como retrato – se você mexe muito o instantâneo sai uma merda! E eu ciente de que nunca fui uma beldade, aprendi que às vezes é melhor não sair em fotografia eleitoral alguma para não queimar o filme.
Pois sim; vemos hoje no congresso um Frankenstein tomando vida (Reforma política), e mais, debochador no caso “Distritão”. Em se tratando das 83 candidaturas pleiteantes a Federal neste elefante sem memória para as vagas existentes, os eleitos tiveram 999.574 votos, sendo 1.580.871 sufrágios nominal com legenda e 129.530 na legenda, ou seja: resultariam inúteis (em nomes derrotados e na legenda) se o monstro vigorasse: 581.297.
Prezado irmão postiço; isso é só um simples exemplo de como a coisa funcionaria lá sem a proporcionalidade, então pense cá entre nós, se ali no Solar José Augusto viesse ocorrer ou acontecesse aí, no Palácio Josefa da Cruz. Meu nobre; esse locais não são quintais do arbítrio e da truculência de ninguém: é a casa do povo, mesmo com a fragmentação partidária, ou seja: o sistema atual não é perfeito, muito pelo contrário, todavia é muito melhor do que a FULANIZAÇÃO da minha cidadania mesmo eu sendo Marxista Autônomo, pois faz tempo que os trabalhadores não tem mais partido, e o partido não tem mais trabalhadores.
Eudes Mariano de França.

Um comentário:

Lidiane Almeida - São Miguel do Gostoso/RN disse...

Ilmº Vereador; o Jacozinho de Dona Alaide é um caso raro de apartidário, pois é politizado e para isso deu uma aula do que é voto em dados estatísticos. Pra mim foi um grata benção ter conhecido alguém com princípios, conceitos e valores de cidadania que excede siglas. Pra você ter uma idéia de sua ideologia, ele é defensor fervoroso da inegibilidade automática de quem detém mandato. Enfim, o cara sabe que o encargo eletivo é da pessoa, mas a vaga é da legenda. No seu caso, está mais do que claro: você é um político orgânico o qual tem sua estima e admiração. Como o mesmo diz: Zé do Magnos... abraços fraternais e saudações Sanromanas!!!