domingo, 10 de maio de 2015

Ponto de Vista



Boca no Trombone.
            Zé do Magnos; como o rumo da vida é ser errante (ir e vir), e eu não quero seguir a esquerda-direita ou volver, vou tocar em frente andando lentamente e divagando sobre as manhas das manhãs, também sobre o sabor das massas e das maçãs porque avançar é preciso, mesmo com pessoas tansas a pensar que em época de vacas magras os bezerros deixam de querer mamar.
            E como ando desesperançoso sobre a agenda pra Terra da Pedra do Sapo, principalmente quanto ao trabalho de Sísifo, que diante da falta de perspectiva histórica e na ausência de protagonismo alternativo foge do debate político racional, e assim transforma o nosso lugarejo de almoxarifado de Deus em Oficina do Diabo – um quase não lugar, desabafo.
            Irei adiante sim, mas indo com a história do solo Joaquinesco na palma da mão à guiar-me, jamais com a Escala AECIO (Acesso, Entendimento, Conclusão, Imputação e Ofensa) como bússola, pois sei que o povo das margens do Rio Pataxó é soberano, e os políticos são os súditos, mesmo estando a classe na senda do retrocesso.
            Camarada; tratar da quadratura do círculo do poder no meu pedacinho de chão só com régua e compasso não é sofisma matemático, é eufemismo político, já que não há truque semântico que oculte o “Triângulo das Bermudas” formado pelos Salvirandas/Renato/Sales, isto é, sejam quais forem os pleiteantes em suceder Daniel no Palácio Silvio Pizza, sem os tais serão apenas meras candidaturas, talvez com medo de patrulhamento na ineligiblidade automática.
            Prezado ex-colega de copos; com gosto ou sem gosto tem que haver Prefeito e Vereadores em nosso berço, mesmo sendo economicamente hipossuficiente por vício de origem, contudo como falava o Velho Bóbaro: “Com todos como partícipes do lugar, ou seja, cidadãos, e não como eleitor, pois entre promessas doces é preferível rapadura salgada”.
            Sim, meu Véi; antes que não decifrem as entrelinhas, a retórica é: entre ter a cidadania Fernando-pedrozense por derivação gentílica e a naturalidade Angicana por registro, eu prefiro ser as duas: emancipado Sanromano.
Eudes Mariano de França.

Nenhum comentário: